Crónicas e outros textos. Saúde, Política, Algarve, Vida.
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  • Europeus? Nós?

    Publicado em Maio 3120, 2009 João Amado Sem comentários

    tarzanPublicado na edição de Junho da Revista Algarve Mais

    Nós, europeus.

    Com as campanhas eleitorais chegam as palavras de ordem e os slogans, as frases e as não frases. Em muitos casos privadas de originalidade, noutros plenas de excentricidade.

    O PS enveredou, nesta pré-campanha, por uma afirmação que só se compreende se o objetivo não for motivar os eleitores a votar. Aliás, o cartaz que lhe dá corpo é tão desinteressante como o cabeça de lista. Parecem saídos da mente de um fervoroso adepto da velha máxima de que mais vale que falem mal…

    O cartaz e a frase lembram Johnny Weissmuller (um europeu que conheceu o sucesso em Hollywood). Lembram o mais famoso Tarzan a bater no peito e a exclamar “me Tarzan, you Jane”.

    Nós, europeus. Nós a assinar a adesão. Nós a aderir ao euro. Nós a negociar o tratado de Lisboa. Só falta o cartaz inspirado nas aventuras de Edgar Rice Burroughs: eles, Sócrates e Moreira, por entre gritos e orgulhosas pancadas no peito, a afirmarem-se únicos europeus legítimos.

    Na interpretação mais suave, o PS pretende ser mais europeu que os outros partidos. Numa leitura mais vasta, o PS pretende que nós, portugueses, sejamos hoje tão orgulhosamente europeus como antes éramos orgulhosamente sós. É o socialismo em versão xenófoba. “Nós, europeus” afirmam eles com satisfação. Se, como é óbvio, não querem limitar-se a uma mera constatação geográfica ou histórica, a satisfação é uma questão civilizacional. São europeus, não são africanos nem asiáticos. Estão satisfeitos porque são melhores…

    Numa Nação que se afirmou pelo período das Descobertas, pela presença secular dos portugueses nos quatro cantos do mundo e pela marcante emigração e imigração, aquele “orgulho” europeu é redutor do papel da Nação e dos portugueses.

    Portugal é um país de europeus, de africanos, de americanos, de asiáticos. Muitos de nós somos, porque aqui nascemos, europeus. Outros, porque nasceram em Angola, no Brasil ou em Timor, não o são. Afirmar “nós, europeus” é excluir estes últimos. E não venham, numa atitude paternalista e com vestígios coloniais, incluir todos naquela afirmação.

    Conduzir uma campanha a partir de frases feitas e de lugares comuns é evitar que se discuta a Europa. Esta está muito longe de ser a Europa dos Cidadãos de que muitos falam. Atualmente é uma União de Estados, sem política externa comum e a falar a várias vozes. Na realidade, em termos práticos, a transformação da Comunidade Económica Europeia em União Europeia foi pouco mais que uma operação de cosmética aos olhos do cidadão europeu. Falamos dos fundos comunitários, da política agrícola comum, da intervenção no setor das pescas, da moeda única. Ignoramos a política externa, a segurança, a harmonização salarial, as desigualdades sociais. A esta Europa, e a estas eleições, aplica-se em pleno a frase tornada célebre por um assessor de Bill Clinton durante uma das suas campanhas presidenciais: “It’s the economy, stupid!”.

    “Não desista somos todos precisos”. Ora aí está outra frase a merecer reflexão. Não tenho dúvidas que outros a farão…

    Nós, algarvios.

    Quem está satisfeito com a subida à primeira divisão (assim, à moda antiga) da equipa de futebol do Olhanense? Nós, algarvios. Pelo menos aqueles que vão em futebóis, entre os quais me incluo. Para compensar o terceiro lugar do “meu” Benfica, só mesmo a vitória do Olhanense na Liga de Honra.

    Nos últimos anos, o Olhanense habituou-nos a um trabalho consistente, persistente e com discrição quanto baste. É justo que tenha dado frutos.

    A satisfação de sabor regionalista, no meu caso, é ultrapassada por um maior contentamento de âmbito pessoal e familiar. A minha costela olhanense alegra-se em particular pelo prazer que este feito trará à minha tia Maria de Deus. A mais ferrenha dos olhanenses da família, atleta da primeira equipa feminina de basquetebol do clube em 1964, está a saborear este feito como poucos. Só por isso já valia a pena ir em futebóis.

    Nós, algarvios.

    Quem tem razões para celebrar os 13 anos do Hospital Particular do Algarve? Nós, algarvios. Inaugurada a 13 de Maio de 1996, a unidade hospitalar de Alvor é hoje uma referência na Saúde algarvia e a base para o crescimento do Grupo HPA. Nas áreas da Cardiologia, da Urologia, da Imagiologia, da Cirurgia e tantas outras, o HPA tem estado na vanguarda em termos regionais, recebendo o reconhecimento dos próprios pares do setor da hospitalização privada nacional. Em tempo de crise, de aumento do desemprego, de diminuição de investimento, o Hospital Particular está prestes a colocar em funcionamento a unidade hospitalar de Faro. O novo Hospital, em Gambelas, disporá da mais avançada tecnologia e dos melhores profissionais, criará dezenas de postos de trabalho, dinamizará a atividade económica e reforçará a imagem da Região junto dos operadores e agentes do setor do turismo.

    Este é também o ano da consolidação da unidade de Portimão, Hospital de São Camilo, como parceiro de qualidade de seguradoras e subsistemas de saúde e alternativa de prestação de cuidados aos doentes do concelho e da região.

    Ao longo de 13 anos são vários os responsáveis pelo sucesso do grupo. Os administradores, os dirigentes, os funcionários e colaboradores, os parceiros institucionais e, principalmente, os doentes que têm confiado no HPA.

    A amizade e as relações pessoais e profissionais não me devem impedir de, publicamente, dirigir os meus parabéns ao Presidente do Conselho de Administração, Dr. João Bacalhau, e a todos os funcionários e colaboradores na pessoa do Dr. Luís Miguel Farinha, Diretor Administrativo. Venham mais treze.

  • IX Congresso Nacional das Misericórdias – Programa

    Publicado em Maio 3144, 2009 João Amado Sem comentários

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    MODERNIZAÇÃO E INOVAÇÃO: INSTRUMENTOS DA
    SUSTENTABILIDADE E DA QUALIDADE”

    Funchal – 11, 12 e 13 de JUNHO DE 2009

    CENTRO DE CONGRESSOS DO HOTEL CS MADEIRA

    11 de JUNHO

    15H30Sessão solene de abertura
    Centro de Congressos do Hotel CS Madeira
    Preside Alberto João Jardim, presidente do Governo Regional da Madeira
    Intervenções:
    Luís Delgado, presidente do Secretariado Executivo do Congresso
    Miguel Filipe de Albuquerque, presidente da Câmara Municipal do Funchal
    Manuel de Lemos, presidente do Secretariado Nacional da UMP
    Vítor Melícias, presidente do Congresso da UMP
    D. António Carrilho, bispo do Funchal

    16H30 - Oração de sapiência “Os desafios das Misericórdias neste tempo de crise”, por Marcelo Rebelo de Sousa

    18H00Eucaristia do Corpo de Deus e procissão
    Largo do Município, junto à Igreja do Colégio
    Preside D. António Carrilho, bispo do Funchal

    12 de JUNHO

    09H30 “Empreendedorismo e empregabilidade nas Misericórdias”
    Preside Fernando Medina, secretário de Estado do Emprego e da Formação Profissional*
    Moderador: Amadeu Morais, provedor da Misericórdia de Espinho
    Oradores:
    Jaime Falcão, Grupo SEMAPA
    Pedro Lynce, provedor da Misericórdia de Alcácer do Sal
    Bento Morais, provedor da Misericórdia de Vila Verde
    João Lobão, consultor da AEP para o Terceiro Sector

    11H00 - Pausa café

    11H30 – “Novas Respostas Sociais – Qualidade e Inovação”
    Preside Pedro Marques, secretário de Estado da Segurança Social
    Moderador: Joaquim Morão, provedor da Misericórdia de Idanha-a-Nova
    Oradores:
    Carlos Andrade, Secretariado Nacional da UMP
    Cristina Farinha Ferreira, provedora da Misericórdia da Amadora
    José Dias Coimbra, provedor da Misericórdia de Arganil
    Pedro Fraga, administrador da F3M

    13H00 – Almoço Volante – Hotel CS Madeira

    15H00 – “As Misericórdias e a Saúde – Cooperação e Qualidade”
    Preside Ana Jorge, ministra da Saúde*
    Moderador: Arlindo Maia, provedor da Misericórdia de Vila do Conde
    Oradores:
    Carlos Monjardino, presidente da Fundação para a Saúde
    Maria José Nogueira Pinto, Fundação Calouste Gulbenkian
    João Amado, vice-provedor da Misericórdia de Portimão

    16H30 – Pausa café

    17H00 “A Missão das Misericórdias perante a comunidade e o Estado”
    Preside Ângelo Correia, presidente do Grupo Fomentinvest
    Moderador: Jorge Nunes, presidente do Conselho Fiscal
    Oradores:
    Fernando Cardoso Ferreira, provedor da Misericórdia de Setúbal
    Raul Alexandre de Riba D’Ave, provedor da Misericórdia de Riba D’Ave
    António Tavares, vice-provedor da Misericórdia do Porto

    13 de JUNHO

    09H30 – “Sustentabilidade e Gestão: Uma oportunidade para as Misericórdias”
    Preside Bernardo Reis, provedor da Misericórdia de Braga
    Moderador: António da Fonseca Marcos, provedor da Misericórdia de Angra do Heroísmo
    Oradores:
    Ricardo Salgado, presidente do Conselho de Administração do BES
    Horácio Roque, presidente do Conselho de Administração do BANIF
    Helena Reis, presidente de Centro de Investigação para o Terceiro sector
    Humberto Carneiro, provedor da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso

    11H00 – Pausa café

    11H30Leitura das conclusões
    Rui Rebelo, secretário-geral do Congresso

    11H45Entrega de condecorações

    12H15 Sessão solene de encerramento
    Preside Vítor Melícias, presidente do Congresso da UMP
    Intervenções:
    Luís Delgado, presidente do Secretariado Executivo do Congresso
    Manuel de Lemos, presidente do Secretariado Nacional
    D. António Carrilho, bispo do Funchal
    José Vieira da Silva, ministro do Trabalho e da Solidariedade Social

  • Dr. Manuel de Lemos em entrevista

    Publicado em Maio 2623, 2009 João Amado Sem comentários

  • Três posts do coração…

    Publicado em Maio 1544, 2009 João Amado Sem comentários

  • Publicado em Maio 1530, 2009 João Amado Sem comentários

  • Publicado em Maio 1521, 2009 João Amado Sem comentários

  • As virgens pudicas do Medicamento

    Publicado em Maio 404, 2009 João Amado Sem comentários

    golden-pills

    Publicado na edição de Maio da Revista Algarve Mais

    As discussões à volta da Política do Medicamento, as mais recentes e as já bem antigas, parecem retiradas de histórias renascentistas. Heróis e heroínas, cavaleiros andantes e donzelas, cuja única preocupação é o doente. Este, coitado, nem se apercebe, talvez porque toldado pelas maleitas que o tomaram, da bondade e generosidade de alguns políticos, industriais, comerciantes, chirurgioes e boticários.

    Os personagens recorrentes raramente dizem o que pensam e, ainda menos, fazem o que devem. Tratam de negócios nas alturas em que deviam pensar na Saúde, falam de Saúde para melhor tratar dos negócios. Para que não haja equívocos, na sua maioria negócios legítimos conduzidos por pessoas respeitáveis. Mas onde há negócio, há dinheiro. Neste caso muito dinheiro. Onde há muito dinheiro, costuma haver ganância e gente disposta a ter o seu quinhão vendendo a alma ao diabo.

    À custa deste negócio de milhões, o Estado demite-se de algumas das suas funções. Se a Indústria Farmacêutica paga Congressos e Jornadas a Médicos, Farmacêuticos, Enfermeiros, para quê gastar um tostão com a Formação Contínua dos Profissionais de Saúde? Melhor ainda, o Estado nem se dá ao trabalho de tentar regular e fiscalizar. As organizações de classe que o façam…

    No meio destes jogos florais é o Governo, este Governo (o que prometeu mundos e fundos), o principal responsável pela “rebaldaria” que se instalou. Ao não cumprir as suas promessas, ao não avançar pela prescrição por DCI, ao titubear na defesa da relação médico-doente, ao não perceber que os apetites vorazes pelo vil metal se deslocam ao sabor das oportunidades, deixou que a ANF fizesse das leis vigentes tábua rasa, com direito a telejornais, anúncios, propaganda e muita demagogia. Ler o resto deste artigo »