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  • Um ABC do Algarve

    Publicado em Setembro 349, 2009 João Amado Sem comentários

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    Publicado na edição de Agosto da Algarve Mais

    Agosto é sinónimo de férias para muitos portugueses. É o tempo da silly season, pateta por definição. Patetices com as quais não vale a pena perder tempo. Mais vale lembrar algumas das razões que fazem do Algarve o nosso destino de Verão por excelência. Razões em forma de abecedário, inevitavelmente incompleto e provavelmente injusto. Fica a justificação de que não pretende ser exaustivo, nem rigoroso. Não são as razões. São apenas algumas das minhas, ao correr da pena e da memória. Boas razões para falar bem do Algarve.

    Amado – Uma das boas praias da Costa Vicentina. Para quem quer fugir das praias mais concorridas. Menos mediático, o concelho de Aljezur tem argumentos para merecer várias visitas. Além das praias, a gastronomia. Perceves e batata-doce, o mar e terra.

    Bivalves – Um dos principais recursos da Gastronomia Algarvia. Conquilhas, berbigões, amêijoas, lingueirão, perceves ou mexilhão, a diversidade e qualidade dos bivalves enriquecem os pratos algarvios.

    Cacela – Noites das Mouras Encantadas uma vez por ano, história e gastronomia todo o Verão. As Mouras Encantadas permitem um olhar sobre a cultura, a gastronomia e o artesanato árabes. De relance, mas para todos os efeitos um olhar

    Dias Medievais – É já uma tradição de Castro Marim e uma das maiores festas do Verão Algarvio. Os milhares de visitantes que se dirigem ao castelo nas noites quentes de Agosto são a melhor prova do seu sucesso.

    Estoi – Para os adeptos das Pousadas e para os que ainda não se “converteram”. O Palácio do início do século 20 com nova vida no início do século 21. E já que cá estamos, vale a pena dar um salto às ruínas de Milreu.

    Ferragudo – Ainda não tem a marina mas a zona ribeirinha já merece uma visita. Peixe fresco na grelha, num fim de tarde a olhar Portimão e a Praia da Rocha, depois de um dia de praia nos Caneiros ou no Pintadinho.

    Guadiana – Subir o Rio, de Vila Real de Santo António até Alcoutim com Espanha sempre à vista, proporciona um dia diferente e uma visão única sobre “aquele” Algarve.

    Henrique – O Navegador. Uma visita a Lagos e Sagres é fundamental. É pena não tratarmos melhor a nossa história e também o enorme potencial turístico dos Descobrimentos.

    Ilha – Tavira, Farol, Culatra, Faro. A “minha” é a da Armona. Ainda outro Algarve, aqui rodeado de água por todos os lados.

    João d’Arens – Nome de praia mas também nome de vinho. Depois de muitos anos na “clandestinidade”, o vinho algarvio está de regresso e em força. São cada vez mais os vinhos algarvios, tintos e brancos, disponíveis em também cada vez mais restaurantes da região. A experimentar por quem ainda os não conhece.

    Loulé – A revelação do ano para todos, e eram muitos incluindo algarvios, os que desconheciam a sua existência. As minas de sal-gema da Campina de Cima são o maior espaço subterrâneo que podemos visitar, em Portugal. Os projectos em curso para o local podem torná-lo um dos mais interessantes da região e do país.

    Monchique – Mesmo depois dos incêndios dos últimos anos, o verde domina. Subir à Foia, com paragem nas Caldas, é obrigatório. Para experimentar os pratos tradicionais, a Charrete no centro da vila e ainda o Fernando ou o Luar da Foia.

    Noite – As noites de Verão algarvias são, por si só, um dos melhores motivos para passar por aqui neste período do ano. O clima de sempre aliado à animação proporcionada por autarquias e privados.

    Olhanense – Este ano, e espero que por muitos anos, o Olhanense no topo. Futebol de primeira, para os adeptos do “desporto-rei”.

    Penina – Para quem gosta de golf. Director e profissionais competentes num campo com história.

    Querença – Se outros motivos não existissem, a Festa das Chouriças é um pretexto para abandonar o litoral e passar o barrocal a caminho de Querença.

    Ria – Formosa a Sotavento, Alvor a Barlavento. Apesar de todas as pressões, ainda se mantém o equilíbrio entre a defesa do ambiente e o desenvolvimento.

    Silves – Dos tempos da ocupação árabe aos primórdios da Nação, a História de Silves confunde-se com a do Algarve. O Castelo, a Sé, os Museus e o Arade.

    Tavira – O antigo Mercado Municipal como bom exemplo de recuperação de espaço. História, cultura, património arquitectónico, o rio Gilão e a Ilha. Muitas e boas as razões para visitar Tavira

    Universidade – Em tempo de férias, é bom lembrar o caso de sucesso que tem constituído a Universidade do Algarve aqui e além fronteiras. Um bom exemplo para todos os que querem um Algarve com mais do que sol e mar.

    Vilamoura – A Marina. Outras têm surgido nos últimos anos, incluindo a de Portimão imbatível em vários aspectos como a paisagem da foz do Arade, mas a Marina de Vilamoura continua a ser uma das referências do Verão no Algarve.

    Xarem – No litoral, com conquilhas ou com berbigão. Na serra, papas de milho com toucinho ou chouriço. E até com mel, para os mais gulosos.

    Zoomarine – Numa região que continua a viver muito à sombra do Verão, são muitas as boas ideias que não resistem às agruras dos Invernos. O Zoomarine não só resiste como cresce e evolui.

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